In Vacum
Concluindo...
Agora minhas análises. Bem, livros de brochura e de bolso são muito práticos por serem de tamanho menor, geralmente 14x12 ou 18x12. No entanto, em se tratando dos de brochura, a qualidade do papel, da capa e da impressão prejudica na hora de ler, não só pelo fato de tornar muitas vezes a leitura massante, em função das fontes normalmente pequenas, mas também nos cuidados porque são muito frágeis e se desgastam mais rapidamente com o tempo. O que compensa são os preços de sebo basicamente, apesar de que hoje em dia os sebos não só vendem/trocam/aceitam livros velhos ou com a qualidade relativamente boa mas também compram livros para vender por um preço melhor e assim lucrar e ganhar nome, até mesmo mudar a visão de sebo, que é o que já vem ocorrendo bastante - acho isso, aliás, muito positivo, mas mesmo assim eu ainda sou adepta dos sebos aonde os livros cheiram a mofo-. Já os livros de bolso da L&PM, por exemplo, são mais bem tratados e é claro possuem uma política um pouco diferente já que seus livros tem uma capa mais densa, as folhas são com um tipo de papel mais durinho e a fonte é um pouco maior. Por fim, tudo isso para dizer que a qualidade do livro influencia o comprador, o leitor, o amante e/ou colecionador. Assim sendo, decidi gastar mais dinheiro, ainda que a leitura não valha tanto, no original em função da capa ser bem produzida, da textura do livro ser instigante, a fonte e a impressão serem boas, o papel durar mais e ser melhor para manusear, mas ter um livro que se enquadre nas minhas concepções de leitura e do que é bom. Sem contar que na hora de comprar os originais, eu provavelmente não vou ler e aí sim será dinheiro jogado fora. Muito melhor comprar um original e se sentir cativado lendo o livro, mesmo que todo o aspecto externo mude o conceito da leitura em si, do que bloquear sua liberdade de imaginação por detalhes que infelizmente fazem toda a diferença.
Questões, Vida, Imcompreensão.
Engenheiros do Hawaii~Esportes Radicais
se nada faz sentido, há muito que fazer
não vou ficar parado, não vou passar batido
se nada faz sentido, há muito que fazer
não há alternativa, é a única opção
unir otimismo da vontade e o pessimismo da razão
contra toda expectativa, contra qualquer previsão
há um ponto de partida, há um ponto de união:
sentir com inteligência, pensar com emoção
não vou ficar parado, não vou passar batido
se nada faz sentido, há muito que fazer(..)"
Sobre Mindwalk "Ponto de Mutação" (Direção de Bernt Amadeus Capra).
Just Sex.
Like You- Evanescence
"Stay low, soft, dark, and dreamless
Far beneath my nightmares and loneliness
I hate me for breathing without you
I don't want to feel anymore for you
Grieving for you
I'm not grieving for you
Nothing real love can't undo
And though I may have lost my way
All paths lead straight to you
I long to be like you
Lie cold in the ground like you
Halo, blinding wall between us
Melt away and leave us alone again
Humming, haunted somewhere out there
I believe our love can see us through in death
I long to be like you
Lie cold in the ground like you
There's room inside for two
And I'm not grieving for you
I'm coming for you
You're not alone
No matter what they told you
You're not alone
I'll be right beside you forevermore
I long to be like you, my sis
Lie cold in the ground like you, dear
There's room inside for two
And I'm not grieving for you
And as we lay in silent bliss
I know you remember me
I long to be like you
Lie cold in the ground like you
There's room inside for two
And I'm not grieving for you
I'm coming for you"
for you, sister.
and you, daddy.
Por Enquanto/Mudaram as Estações- Cássia Eller (Composição de Renato Russo)
"Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente.
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber, que o sempre, sempre acaba..
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem..
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa."
A Verdade No Papel
Cigarro de Utopia
Chuva de Meio-Inverno
“Chove. Não paro de observar o movimento intenso das nuvens. Da janela do penúltimo andar vejo as pessoas correndo e a cidade num pequeno tumulto. Fim de expediente. Daqui alguns minutos farei aquela maldita prova e a minha cabeça estará inteiramente no conforto da minha cama. Lendo um bom livro.
Quando chove fico serena, nunca soube explicar o porquê. E se choro, de repente meu olhar se prende em algum canto ou pensamento e toda aquela lágrima seca no meu rosto. Chove sem parar.”
Sonhadora
Histórias de Fim de Tarde: Café com Bolacha
“Abro a porta da frente. Uma brisa suave e gélida bate em meu rosto,faz meu corpo estremecer. Ao redor, apenas mato e cavalos no pasto. Respiro fundo tentando captar toda a essência da mãe natureza. Agradeço por ter os olhos abertos por mais um dia. Ao longe o sol se põe, e a chaleira apita num repente como que me acordasse de um sonho intenso. Corro até a cozinha, o som das minhas chinelas arrastando no chão, ecoando pela sala que atravesso. É bem solitária minha vida, mas há uma paz nessa solidão que faz minha tristeza ser mais do que tristes canções. Sou feliz com a minha casinha de campo, minhas galinhas, minhas verduras. Que sensação agradável. O cheiro do café invade a casa, aquece mais que cobertor. Dirijo-me à varanda e sento na velha cadeira de balanço que dá vista para o lago. Pensamentos nostálgicos me invadem e um sorriso leve, quase um suspiro, transparece
Histórias da Madrugada: Algo Me Chama
Crítica
Outros, baseiam-se no modelo Pedagógico Não-Diretivo, no outro extremo da corda bamba. Por acreditar que devem interferir o mínimo possível, acabam por não causar o efeito que pretendem, pois o que deveria ser motivo de interesse torna-se um motivo de desleixo, despreocupação em massa. Esta é uma postura completamente Apriorista, em que o conhecimento nasce com o ser humano..que já é programado genéticamente, a bagagem hereditária. No entanto, com essa atitude, mais uma vez extremista, frizando portanto, acaba botando tudo a perder porque abstém-se de interferir no processo de aprendizagem do aluno.
Por sua vez, chegam os que agem segundo a Pedagogia Relacional, esta sim neutralizadora, não aponta nem um extremo nem outro, e fazendo jus a o seu contexto teórico, é criadora de um novo posicionamento. Fala-nos a concepção que, por assim dizer, o aluno somente aprenderá alguma coisa de fato se houver construção de um novo conhecimento, partindo do ponto da ação e problematização. Assimilação e Acomodação. Ou seja, o aluno deve questionar a sua ação.
Concluindo, e não menos perceptível, assumo uma postura de combinações. Aluno e professor interagindo. Determinando mutuamente.
_____________________________________________________________
¹ Becker, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos.
A Carne De Um Desejo
Meu corpo pulsava de uma maneira que nunca havia sentido e um desejo ardente invadia-me como se eu fosse a qualquer momento avançar em cima daquele ser carregado de uma força magnética que eu não entendia. Aquele falar sem nenhuma palavra..sequer um suspiro, apenas um olhar fixo querendo dizer coisas inauditas. Ambos nos aproximávamos sem nem ao menos disso nos aperceber e então eu senti colado ao meu corpo um membro insaciável, de uma presença voluptuosa imensa. Ele parecia um monstro esfomeado em seu exílio quase eterno, embora sedendo aos poucos seu orgulho; E eu, eu parecia uma fera..uma succubus pronta para atacar sem dó e sem escrúpulos. Tudo dentro de mim aflorava como o sangue de uma espadada mortal, eu queria aquele corpo provido de alma tão sublime..eu queria aquela face delicada e encantadora. Enlouqueci de um prazer absoluto sem de fato senti-lo dentro de mim..isso foi o suficiente para que eu esquecesse quem era e onde estava. Ataquei-o velozmente com meus lábios famintos, sem pausas, sem tempo para respirar. Não deixei resquícios de pensamentos sóbrios, eu queria joga-lo no chão e possuir tudo aquilo que já era meu por direito e por carma. Por destino. De repente, tudo some e o ar fica tão seco quanto o deserto. Acordo. Desesperada olho para o relógio e percebo que realmente não estava atrasada.
SEXUALIDADE E AUTO-ESTIMA
A preocupação com a satisfação e o prazer sexual de homens e mulheres tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Em decorrência disso, tem aumentado a necessidade de se compreender melhor as dificuldades sexuais, suas causas e conseqüências.
Sabemos que a sexualidade é parte integrante da personalidade total das pessoas. A sexualidade humana não se limita ao ato sexual; ela engloba emoções, afetos, sensações, etc. Dessa forma, sentimentos e pensamentos influenciam o exercício da sexualidade. O contrário também ocorre, ou seja, a vivência da sexualidade irá influenciar sentimentos e pensamentos, inclusive a respeito de si mesmo.
O conceito de auto-estima pode ser compreendido como a aceitação do que se é e como se é. É a confiança no direito de ser feliz, a percepção de valor e de poder ser admirado. A sensação de inadequação, de culpa ou vergonha, ou ainda a ausência de confiança e amor-próprio, indicam prejuízo na auto-estima de um indivíduo.
É consenso entre os profissionais que a sexualidade humana sofre forte influência de fatores como auto-estima, auto-imagem e auto-conceito. A forma como a pessoa se valoriza interfere, sem dúvida, em como irá exercer sua sexualidade.
A auto-estima está relacionada a outros dois conceitos importantes: auto-eficácia e auto-respeito. A auto-eficácia é a confiança do indivíduo em sua capacidade para pensar e enfrentar os desafios da vida. Já o auto-respeito é a percepção de si mesmo como pessoa merecedora de felicidade e qualificada para expressar desejos e necessidades. O indivíduo com auto-estima preservada se respeita e exige o mesmo dos outros, e sente-se capaz de ser amado. Já uma pessoa com sentimentos de menos-valia pode não ter prazer sexual por não se sentir no direito de reivindicá-lo.
Como podemos perceber, sexualidade e auto-estima são conceitos que estão intimamente ligados, sendo que queixas e sintomas sexuais podem, muitas vezes, ser expressões de baixa auto-estima. É muito comum chegarem aos consultórios pessoas com dificuldades sexuais cuja causa é a má relação que a pessoa tem consigo ou com seu próprio corpo.
É o caso de mulheres que não conseguem ter orgasmo porque não estão satisfeitas com o corpo que têm, e se preocupam excessivamente com a aparência na hora da relação sexual. Ou ainda porque não se permitem pedir o estímulo adequado aos seus parceiros, e continuam mantendo relações pouco agradáveis.
Poder falar como quer ser tocada e estimulada, além de poder pedir as carícias ou práticas sexuais que lhe são prazerosas, exige que a pessoa seja um pouco "egoísta" em determinados momentos. Não se sentir importante o suficiente, ou ainda achar que o outro pode se aborrecer com as solicitações, limita significativamente as possibilidades de realização sexual.
Na prática clínica pude perceber que as conseqüências mais comuns da baixa auto-estima em mulheres são: grande necessidade de sentir-se amada e de agradar ao parceiro, medo de fazer solicitações, dificuldades com o corpo e aceitação do que não gosta ou não quer.
Os homens também apresentam dificuldades causadas pela baixa auto-estima, como sentimentos de incompetência, de ser menos "homem" ou menos viril, grande cobrança interna, comparação com outros homens e insatisfação com a fragilidade. Alguns ficam tão preocupados com seu desempenho sexual, acreditando que irão "falhar", que acabam apresentando dificuldades de ereção por causa dessa ansiedade. A antecipação do fracasso e a ansiedade de desempenho são processos cognitivo-emocionais bastante comuns, que normalmente levam a disfunções sexuais, e que na maioria das vezes são causados por insegurança e baixa auto-estima.
A função sexual preservada, isto é, livre de disfunções, é algo fundamental para a realização pessoal. As dificuldades sexuais, na maioria das vezes, abalam a estrutura global do indivíduo. Dessa forma, podem comprometer, de forma significativa, o bem-estar e a qualidade de vida de homens e mulheres.
A baixa auto-estima pode causar diversas dificuldades sexuais, sendo que essas dificuldades acarretam em uma alteração ainda maior do conceito que a pessoa tem de si mesma. A pouca valorização nos torna adversários do nosso próprio bem estar. Saber-se merecedor da felicidade é a essência da auto-estima e da plenitude sexual.
Cláudia Faria, Psicóloga e Terapeuta Sexual
Sobre o Discurso~
A partir disso, pode-se adentrar no aprendizado de uma LE no quesito sobre como a "gramática" é dada. Assim sendo, diz-se que não deve ser uma GR da forma e sim do sentido..em que tudo se torne coerente para o aluno, em que este possa analisar o discurso e tentar captar o que está por trás das palavras já que não não têm um sentido nelas mesmas. Aliado a isso, já que se trata do discurso, está a avaliação do livro didático..que é tão importante quanto, porque deve agir como um "pano de fundo" e não como o guia condutor da aula de LE, ou seja, questiona-se as bases fundadoras das metodologias e abordagens.
No nível da concepção discursiva, deve-se salientar que o texto não determina a leitura e sim o sujeito que determina a mesma pois este mesmo sujeito é participante de uma determinada formação discursiva e é nesse sentido que se diz o leitor ser o ponto de partida da produção de sentido.
Fontes:
- Análise do Livro Didático- Princípios e Procedimentos- (págs. 42 e 43)- Eni Orlandi
- O Desejo da Teoria e a Contingência da Prática- Maria José Coracini (Capítulo 9: Discursos Fundadores das Metodologias e Abordagens de Ensino de Língua Estrangeira- Márcia Aparecida Amador Mascia)
- O Jogo Discursivo Na Aula de Leitura- Língua Materna e Língua Estrangeira: Maria José Coracini (Texto: Leitura- Decodificação, Processo Discursivo..?)
- O Conflito de Vozes (págs. 21 à 27)- Lynn Mario T. Menezes de Souza
Divagações Subjetivas da Leitura: A Procura de Si (Diálogo Sobre o Sujeito) de Alain Touraine~
Se digo que o desejo do sujeito é ser um ator, estou excluindo a necessidade de subjetivismo, porque a sociedade é racional. Agora se digo que o sujeito é um ator social porque quer mudar o seu meio ambiente, então posso dizer que o seu desejo é de ser um ator. O sujeito jamais vai ser pleno se não houver o desejo de ser ator, pois todos querem modificar o seu meio de alguma forma..independentemente dos métodos vindouros. Portanto, podemos dizer que o sujeito é realmente vazio. Para reconhecermo-nos na vida precisamos da capacidade de refletir sobre nós mesmos. É nesse ponto em que podemos romper os limites do sujeito social, destruindo ou não quem nos habita. Ou melhor, quem não nos habita, talvez.
Não desistamos de encontrar o verdadeiro sentido da nossa existência. Talvez seja isso que nos faça sujeito, afinal. Esse equilíbrio, essa distância de nós para nós mesmos.
Nota final: Divagações baseadas em citações colocadas ao fluir do livro.

